O mundo comemora hoje, 15 de Setembro, o Dia Mundial da Democracia, data instituída pela Assembleia-Geral das Nações Unidas em 2007, com vista a defender os princípios democráticos e os direitos de todos os cidadãos em todo o planeta Terra.
Em virtude da efeméride, que, em contrapartida, não é feriado em Angola, o Jornal Estandarte procurou ouvir algumas pessoas, nomeadamente académicos e jornalistas.
António de Oliveira, finalista do curso de Direito pela Universidade Metodista de Angola, cujo trabalho de fim de curso abordou o tema ‘O Assédio Sexual na Administração Pública’, considera que, em Angola, a democracia está em fase de melhoria, justificando a afirmação com a transparência a nível governamental e a liberdade de expressão.
Manuel Ferreira, mestrando em Direito, defende que o País atingiu alguns marcos em termos de democracia, como maior expansão da iniciativa privada, multipartidarismo, manifestação política e reconhecimento dos direitos fundamentais.
O académico afirma que Angola ainda poderá progredir neste quesito e acredita na realização, num futuro breve, das eleições autárquicas.
O jornalista Manuel Martins, ligado à área de Política de um dos órgãos, afirmou que o País está num bom caminho em matérias sobre democracia, uma vez que, segundo o profissional, hoje por hoje, os cidadãos fazem manifestação de forma livre, e ninguém também é impedido de abrir um partido ou um jornal/site para divulgar informações ou notícias, situação que não acontece noutros Estados onde predomina a ditadura.
O Dia Mundial da Democracia é celebrado a 15 de Setembro de cada ano, desde 2007, pela Assembleia-Geral das Nações Unidas.
A data serve como uma oportunidade para rever o estado da liberdade, dos direitos humanos, do Estado de Direito e da participação cidadã no mundo.
De acordo com o jornal britânico Economist, Angola registou um ligeiro avanço no índice de países com a maior democracia, saltando da posição 109.º para 107.º, num universo de mais de 167 nações avaliadas.
A nível da África Subsariana, o País figura na 26.ª posição. A liderança regional neste índice pertence às Ilhas Maurícias, com a única democracia considerada plena no continente africano, seguindo-se-lhe Cabo Verde e Botswana.


