O Estandarte - Jornal

Quinta-feira, 30 de julho de 2026

Opinião

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Angola: Entre o monolinguismo constitucional e o plurilinguismo sociocultural
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Angola: Entre o monolinguismo constitucional e o plurilinguismo sociocultural

Angola apresenta-se, à primeira vista, como um país inequivocamente multilingue. No seu território coexistem diversas línguas nacionais, como o kimbundu, kikongo, umbundu, cokwe, ngangela, helelo, oshikwanyama, entre outras, que estruturam práticas culturais, identidades comunitárias e formas próprias de ver o mundo. No quotidiano, milhões de angolanos transitam entre essas línguas com naturalidade, o que, do ponto de vista sociolinguístico, indicaria a existência de uma realidade plurilingue consolidada.

Tomé Grosso-16 de jul. de 2026
Multimodalidade e a “Iconização” da Escrita na Comunicação Digital Angolana
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Multimodalidade e a “Iconização” da Escrita na Comunicação Digital Angolana

O presente estudo analisa os fenómenos da multimodalidade e da iconização da escrita na comunicação digital angolana, com enfoque no uso de emojis e stickers como recursos de produção de sentido. A investigação adoptou uma abordagem metodológica mista, combinando questionários aplicados a 100 utilizadores residentes em Angola e análise temática de respostas abertas. Os resultados demonstram que os recursos icónicos deixaram de desempenhar uma função meramente decorativa, passando a integrar a estrutura discursiva das interacções digitais. Verificou-se que os stickers, particularmente aqueles inspirados em figuras públicas, memes e situações do quotidiano angolano, funcionam como marcadores identitários e culturais. Contudo, observou-se também a existência de tensões entre inovação linguística e normatividade, sobretudo entre utilizadores que associam a iconização a uma possível degradação da escrita. Conclui-se que a comunicação digital em Angola se caracteriza por uma crescente complexificação multimodal, onde coexistem criatividade expressiva, identidade cultural e preocupações normativas.

Enoque Kayombo-30 de jun. de 2026
Abordagens Locais no Ensino da Língua Portuguesa em Angola
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Abordagens Locais no Ensino da Língua Portuguesa em Angola

No contexto de Angola,  o ensino da Língua Portuguesa  deve reflectir  a situação sociolinguística do país e basear-se nos conhecimentos da Linguística e da Sociolinguística. É preciso repensar o perfil do professor que a realidade social necessita, bem como a sua disposição em aprender ensinando, com realce à sua visão em relação  ao processo de ensino-aprendizagem de línguas, que seja inclusivo e democrático, com professores inclusivos. A nossa realidade evidencia a crescente necessidade de se ter um professor que promova uma aprendizagem capaz de envolver todos os alunos, que esteja disponível para reflectir sobre sua prática pedagógica e submeter-se a processos críticos de reflexão sobre elas, para que contribuam no aperfeiçoamento do ensino de línguas e no seu desenvolvimento.

Adilson Torres Solundo-15 de jun. de 2026